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quinta-feira, 17 de março de 2022

Meninos índios de 7 e 9 anos são resgatados de floresta após 26 dias sem comer

Quarta-feira (16.03), eles tiveram o encaminhamento recomendado para a capital, Manaus, para que recebam tratamento especializado.

© Shutterstock

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Dois garotos (índígena), de 7 e 9 anos, que moram na cidade de Manicoré (AM), foram resgatados após passar mais de 26 dias perdidos na floresta amazônica sem qualquer tipo de alimento e bebendo apenas a água da chuva.

Nesta quarta-feira (16.03), eles tiveram o encaminhamento recomendado para a capital, Manaus, para que recebam tratamento especializado.

Os irmãos foram dados como desaparecidos no dia 15 de fevereiro, quando saíram para caçar passarinhos na área rural do município de 56 mil habitantes.

Eles foram achados por um homem que cortava lenha na floresta e acionou as autoridades.

As crianças chegaram à cidade na noite de ontem em uma embarcação e foram recebidas por uma multidão. Eles estavam com o corpo e os rostos cobertos para evitar registros constrangedores e apresentavam um estado severo de desnutrição, o que preocupou as equipes de médicos da cidade.


"As crianças chegaram com um quadro de desnutrição grave e quadro de desidratação grave. Esse quadro acaba agravando a questão renal deles. Eles chegaram com uma insuficiência pré-renal por falta de ingestão adequada de líquidos e também com um quadro de infecção generalizada, com muitas lesões em pele", explicou em vídeo divulgado nas redes sociais a médica responsável pelo atendimento às crianças, Suzy Serfaty.

Ela contou que a situação mais preocupante é a do menino mais novo, Glauco, que tinha um desequilíbrio eletrolítico. Apesar dos problemas de saúde, os dois estavam conscientes e falavam que sentiam fome quando foram recebidos no Hospital Regional de Manicoré.

"Segundo o mais velho, eles não comeram nada neste período, somente tomaram água da chuva. Não encontraram nenhum rio por lá, não tinham como se alimentar. É difícil para eles entenderem que não podem comer um pedaço de bolo ou peixe, como eles querem. Por causa do período em que eles ficaram sem se alimentar, eles não podem receber agora uma dieta com caloria aumentada", disse a médica.

A especialista também informou que as crianças passam por apoio psicológico e estão com exames laboratoriais apresentando melhora.

Segundo a TV Amazônica, um ofício do Ministério Público do Amazonas pediu que as crianças fossem encaminhadas ainda hoje para a capital para uma melhor avaliação do estado de saúde deles.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público e com a prefeitura da cidade para saber informações sobre o acompanhamento das crianças, mas não recebeu retorno sobre o assunto até o momento.

Por Folhapress
Via Notícias ao Minuto, 17.03.2022

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