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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Esplanada assiste desfile de equipamentos desatualizados

Exceto pelo anfíbio AAV-7A1, de todos o mais recente, demais blindados que passaram de manhã em frente ao Palácio do Planalto são obsoletos e demonstram a penúria militar do país

(crédito: Marcos Correa)

O desfile de blindados pela Esplanada dos Ministérios, de manhã, com direito a exibição em frente ao Palácio do Planalto, além de render piadas e memes que infestaram as redes sociais, deixou clara a penúria dos Fuzileiros Navais. Tal situação é algo comum nas Forças Armadas brasileiras, que levou décadas reciclando ou pagando caro por equipamentos que já estavam no final da vida útil nos países nos quais serviram.

Alguns dos veículos de esteira apresentados chamaram a atenção não somente por serem veteranos, mas, também, por apresentarem conservação não condizente com um estado de prontidão militar. O que mais saltou aos olhos foi a quantidade de fumaça de diesel despejada pelos modelos do tanque leve SK-105 Kürassier, em frente a Praça dos Três Poderes. Ainda que este blindado leve austríaco seja pouco utilizado atualmente — além do dos fuzileiros brasileiros, constam no inventário de países que estão longe de serem potências militares, como Argentina, Bolívia, Botsuana, Marrocos e Tunísia —, pois é considerado ultrapassado, a descarga do motor denuncia um desajuste resultante da precariedade com que vem sendo tratado.

Guerra do Vietnã

Os demais blindados exibidos podem não ter jogado tanta fumaça preta no ar brasiliense, mas isso não quer dizer que tenham imensa efetividade. Um deles é M113BR, utilizado no transporte de tropas. De manutenção simples e relativamente barata, pode ser visto em várias fotografias da época da Guerra do Vietnã, o que denuncia a idade do projeto — embora aproximadamente cinco dezenas de países ainda o utilizem. A versão BR indica, claro, a adaptação nacional às condições de utilização pelos militares brasileiros, mas, sobretudo, à possibilidade de conservação e manutenção que é possível dar aqui. Boa parte dos M113 no país foram fabricados nos anos 1960.

Dos três, o de aparência mais assustadora — e diferente — é o AAV-7A1. É também o mais moderno, sendo utilizado, inclusive, pelos fuzileiros (os Marines) americanos — apesar de ser um projeto desenvolvido nos anos 1970. O formato meio barco, meio blindado, condiz com as quase 30 toneladas de peso quando carregado. Tais veículos já foram usados na invasão argentina das Malvinas/Falklands, na guerra do Iraque e, dentro do Brasil, nas operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro.


FONTE: Correio Braziliense, 10/08/2021
Por Fábio Grecchi




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