terça-feira, 11 de maio de 2021

Ministério da Saúde suspende vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades

Além disso, imunização de gestantes e puérperas com comorbidades contra a covid-19 só deve ser feita com a vacina da Pfizer ou com a CoronaVac

(crédito: Daniel Ferreira/CB)

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (11/05), a suspensão temporária da vacinação de grávidas sem comorbidades e a suspensão da aplicação da vacina de Oxford/AstraZeneca nas gestantes com doenças pré-existentes. Além disso, a imunização de grávidas e puérperas com comorbidades só deve ser feita com a vacina da Pfizer ou com a CoronaVac.

A orientação vem após a pasta ser notificada de um evento sugestivo de trombose, no qual uma paciente de 35 anos imunizada com a vacina de Oxford/AstraZeneca faleceu. É importante ressaltar que o caso ainda está em investigação e não é possível afirmar se há correlação entre a aplicação do imunizante e o episódio de trombose. A Secretaria de Saúde do DF também havia anunciado a suspensão da vacinação para grávidas na capital.


“Destaco aqui que é porque aconteceu esse evento raro. É uma cautela que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem, até o fechamento do caso. E destaco também a importância que essa vacina tem para o PNI, para a população brasileira que está dentro dos grupos prioritários”, disse a coordenadora do PNI, Francieli Fantinato.

Ao todo, 22.295 gestantes foram vacinadas contra a covid-19 no Brasil. E, até 9 de maio, 11 eventos adversos graves foram observados em gestantes que foram vacinadas. Dois deles foram observados com grávidas imunizadas com a vacina da AstraZeneca, oito com a vacina CoronaVac e um com a vacina da Pfizer. Nem todos têm associação causal com a vacina contra a covid-19.


Por Correio Braziliense, 11/05/2021



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