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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Mais de um milhão de pessoas se recuperaram da Covid-19 em todo o mundo

Mais de 3,2 milhões de pessoas contraíram o novo vírus (Sars-Cov-2) e mais 233 mil morreram por complicações da doença.

Por G1
01\05\2020

Últimas pacientes recebem alta nesta sexta-feira (1º) de hospital temporário que funciona em Madri, na Espanha — Foto: Sergio Perez/ Reuters

Mais de um milhão de pessoas se recuperaram da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), de acordo com a universidade americana Johns Hopkins. O balanço, que sofre alterações constantemente, refere-se apenas aos casos da doença confirmados oficialmente.

Em todo o mundo, mais de 3,2 milhões de pessoas contraíram o novo vírus e mais 233 mil morreram por complicações da Covid-19.


Com mais de 1 milhão de infectados e 63 mil mortos, os Estados Unidos também lideram o ranking dos países com mais pessoas recuperadas (quase 154 mil). No segundo lugar, fica para a Alemanha que tem quase 127 mil recuperados entre os 163 mil infectados. O país, que tem 6,6 mil mortos, é apontado até o momento como um caso de sucesso na Europa devido à grande capacidade de testagem e por ter investido no rastreamento dos primeiros casos.

O Brasil aparece em 9º na lista com 35,9 mil pessoas recuperadas. (Veja abaixo mais informações sobre a pandemia no Brasil)

Os curados costumam relatar muita angústia e medo que enfrentam no processo de recuperação.




Em geral, as pessoas com quadros leves da doença não chegam a ficar hospitalizadas, mas precisam enfrentar o isolamento durante um período de 14 dias em suas casas para evitar que familiares também sejam contaminados.

Pessoas idosas e com doenças pré-existentes, como diabetes e doença cardíaca, tendem a desenvolver quadros mais graves da doença e precisar de hospitalização. A internação pode durar longos períodos e, alguns casos, é preciso de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) equipada com ventiladores. Em algumas cidades, nem sempre esses leitos estão disponíveis.

Casal sentado em banco usa máscara durante pandemia do coronavírus em Nápoles, Itália — Foto: Reuters/Ciro De Luca

Sem cura, sem vacina

O mundo segue em alerta com o avanço do novo coronavírus, que foi identificado no fim de 2019 na cidade de Wuhan, na China, porque ainda não há cura nem vacina para a Covid-19.

Desde de 3 de março, quando o mundo superou os mais de 100 mil casos confirmados, o número de infecções aumentou rapidamente e chegou em menos de 2 meses a 3 milhões.

Por isso, a principal medida de contenção do avanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades em todo o planeta é o distanciamento social. O objetivo é fazer com que o número de infecções não dispare em um curto espaço de tempo e, assim, evitar um colapso dos sistemas hospitalar e funerário, como já aconteceu em algumas cidades, como Guayaquil, no Equador.

Brasil passa a China

Nesta semana, o número de mortes no Brasil chegou a mais de 6 mil e o de infectados passou de 85,3 mil. Os números mostram que o Brasil passou a China, mesmo com uma população menor. O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que a epidemia está em "franca ascendência" e que não é possível iniciar a liberação do isolamento.

Como não há testagem em massa, o Ministério da Saúde afirma que não há como saber exatamente quantas pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus no país. Boa parte dos infectados é assintomático ou apresenta sintomas leves e não chega a ser testada. A prioridade nos testes é para os pacientes graves, aqueles que precisam ser hospitalizados.

Existem evidências de subnotificação de mortes e casos graves de Covid-19 no Brasil, como o crescimento de quase 10 vezes o número de internações e de 1.035% de mortes por síndromes respiratórias.

Veja 5 indicadores de que há mais casos de Covid-19 no Brasil do que o governo divulga
No Amazonas, 94% dos leitos de UTI estão ocupados. Manaus, uma das cidades mais afetadas pela doença, o excesso de mortes levou a Prefeitura de Manaus enterrar corpos empilhados – a política foi abandonada após reação negativa dos parentes das vítimas.





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