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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

FUNERAL DO GENERAL SOLEIMANI: Multidão faz cortejo para enterro de general iraniano em Kerman [VEJA TUDO QUE ACONTECEU ATÉ O MOMENTO]


Qassem Soleimani será sepultado nesta terça-feira (07/01) em sua cidade natal. Maior comandante militar do Irã foi morto em um ataque americano em Bagdá, no Iraque

Por G1
07/01/2020 

Iranianos fazem procissão para enterro de Qassem Soleimani

Uma multidão acompanha o funeral do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman, sua cidade natal, nesta terça-feira (07/01). Milhares de pessoas participam da procissão para o enterro do comandante morto em um ataque americano em Bagdá, no Iraque. Ele será sepultado no chamado Cemitério dos Mártires após quatro dias de homenagens.




Imagens da TV estatal mostram os iranianos nas ruas de Kerman carregando bandeiras do Irã e imagens do general, enquanto hinos de luto soam de alto-faltantes. Durante o cortejo, autoridades discusaram, entre elas o ministro de Relações Exteriores, Mahammad Zarif.

Soleimani era considerado um herói nacional e o mais poderoso chefe militar do Irã. As homenagens começaram no sábado (4), ainda no Iraque. Depois de sair de Bagdá, o corpo passou pelas cidades de Karbala e Najaf, consideradas sagradas pelos muçulmanos xiitas.





No domingo (05/01), o corpo seguiu para o Irã e o cortejo começou pela cidade de Ahvaz, no sudoeste do país. De lá, o corpo de Soleimani seguiu para Mashhad, na região nordeste e depois para Teerã.

Na capital iraniana, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chegou a chorar durante uma homenagem a Soleimani. Os caixões de Soleimani e do líder miliciano iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, que foi morto no mesmo ataque em Bagdá, foram transportados pelos populares.

A mobilização popular lembrou as massas que reuniram em 1989 para o funeral do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, segundo Reuters.

O general Qasem Soleimani e sua comitiva foram alvos de um ataque com drones perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque, na quinta-feira (02/01).

Soleimani, de 62 anos, comandava a Força Quds, uma unidade de elite da Guarda Revolucionária Iraniana com atuação no exterior e era considerado o segundo homem mais poderoso do Irã, abaixo apenas do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Os Estados Unidos, que classificam Quds como uma força terrorista, acusaram Soleimani de estar "ativamente desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região".

Soleimani era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país.

O Irã prometeu se vingar da morte de Souleimani e, em resposta, Trump disse que atacará 52 alvos iranianos caso os norte-americanos sejam alvo de alguma ação iraniana.

O Irã anunciou que seu trabalho de enriquecimento de urânio não respeitará mais o acordo nuclear de 2015, que limitava o nível de enriquecimento a 3,6%, e que sua produção não terá mais restrições.

Ataque e a escalada da tensão

Cartaz com a foto do líder espiritual do Irã, aiatolá Ali Khamenei, concedendo a maior honra militar do país ao general Qasem Soleimani, morto em ataque americano, é visto durante funeral em Teerã, nesta segunda-feira (6) — Foto: Atta Kenare / AFP



Tensão elevada entre EUA e Irã — Foto: Amanda Paes/G1








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