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quinta-feira, 9 de maio de 2019

“Cortar verbas para a educação é um suicídio”, diz Cristovam Buarque

Ex-senador e ex-ministro da Educação, Buarque também defendeu a reforma da Previdência para ajudar a economia do Brasil

Por Rádio Jornal (PE)
09 de maio de 2019

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em entrevista ao programa Passando a Limpo da Rádio Jornal nesta terça-feira (07.05), o ex-senador pernambucano Cristovam Buarque (PPS-DF) fez críticas ao governo federal e ao Congresso Nacional com relação aos cortes de investimento da educação pública, em especial das universidades federais. Mesmo criticando a postura do presidente Jair Bolsonaro, o professor e ex-ministro da Educação do governo Lula afirmou que a saída para a melhoria econômica do País seja a aprovação da reforma da Previdência e cobrou da oposição uma atitude mais assertiva em relação a propostas para o Brasil.

“Estamos andando para o fundo, para um abismo. Cortar verbas para a educação é um contra-senso, um suicídio. O governo está sendo profundamente irresponsável ao fazer isso e incompetente para não encontrar os recursos necessários, que não são tantos. Um dos lugares de onde tem que sair do dinheiro, eu lamento dizer, é da reforma da Previdência. Enquanto houver um déficit fiscal que nós temos, o governo tem que tirar dinheiro das universidades também. Enquanto houver R$ 300 bilhões em isenções fiscais, não vai ter dinheiro para as universidades. Enquanto tiver essas mordomias no Congresso, no poder Judiciário, não vai ter dinheiro", afirmou.

O professor também pediu uma autocrítica das pessoas que estão nas universidades públicas para que a população entenda a importância delas.  "A universidade precisa entender que o Brasil vive uma crise e ela não pode apenas reivindicar mais recursos. A universidade precisa fazer uma espécie de pacto com a sociedade para dizer 'nós existimos para servir o País, a sociedade e até mesmo a humanidade'", disse.

Com relação ao trabalho da oposição ao governo Bolsonaro, Buarque acredita que os políticos estão falando apenas para aqueles que os elegeram, esquecendo do todo. 

"Nós não temos mais Congresso, temos um grupo de pessoas que representam segmentos. É pouquíssimo o grupo de parlamentares com propostas para o País. Cada um está falando para os seus eleitores, não há uma preocupação nacional. Eu vejo a oposição mais perdida do que o governo. O governo está num rumo errado e a oposição fica olhando perplexa, sem proposta, apenas lutando contra." Ele destacou o trabalho dos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Tulio Gadelha (PDT-PE), que estariam indo na contra-mão dessa maioria que fala de forma segmentada e lutando pela educação.


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