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quarta-feira, 13 de março de 2019

Polícia divulga nome dos assassinos de Suzano -SP


Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, invadiram escola na Grande São Paulo e mataram 8.

Por G1
13/03/2019 14h19

Luiz Henrique de Castro (esquerda) e Guilherme Taucci Monteiro (direita), assassinos de Suzano — Foto: Arquivo pessoal

A polícia divulgou os nomes dos assassinos que mataram 8 pessoas, sendo 4 adolescentes, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.

São eles: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Os dois cometeram suicídio em seguida. Castro completaria 26 anos no próximo sábado.

O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola.

Resumo
  • Ataque a escola em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, deixou oito pessoas mortas; os dois assassinos se mataram
  • As vítimas ainda não foram identificadas
  • Os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos
  • 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há feridos e outras que passaram mal após o ataque
  • Ainda não se sabe o motivo do ataque e o vínculo dos autores com a escola
  • Uma testemunha disse que viu um deles com arma de fogo e outro, com uma faca
  • A PM encontrou no local um revólver 38, uma besta (um artefato com arco e flecha), objetos que parecem ser coquetéis molotov e uma mala com fios
  • Antes de os autores do ataque entrarem na escola, um dos assassinos, Guilherme, baleou o próprio tio dentro de uma loja
  • Os assassinos chegaram à escola alvo do ataque em um carro alugado


Ataques

Os autores do crime chegaram à escola em um carro branco, que foi alugado por um dos assassinos. Eles entraram pela porta da escola, que estava aberta (veja no vídeo abaixo).

"Eles ingressaram na escola, atiraram na coordenadora pedagógica, atiraram numa outra funcionária. Estava na hora do lanche, eles se dirigiram ao pátio, atiraram em mais quatro alunos do ensino médio. Nesse horário, só havia alunos do ensino médio, e [os autores do ataque] dirigiram-se ao centro de línguas. Os alunos do centro de línguas se fecharam na sala com a professora e eles [criminosos] se suicidaram no corredor", disse o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM.

O coronel Salles afirmou que, antes de entrar na escola, os criminosos balearam um homem em um lava-rápido próximo à escola. Mais tarde, a polícia confirmou que o homem, Jorge Antonio de Moraes, foi baleado pelo sobrinho, Guilherme Taucci, em seu escritório, dentro da loja de automóveis Jorginho Veículos.

Jorge foi levado ferido ao Hospital das Clínicas, onde era submetido a uma cirurgia.

A motivação do crime ainda é incerta. Segundo testemunhas, o tio teve uma discussão com o sobrinho um dia antes.

Arsenal

Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, quatro jet luders, que são plástico para recarregamento de arma, uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um arco e flecha tradicional e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Guilherme, um dos autores do ataque, tinha uma espécie de machado na cintura.

Há ainda uma mala com fios. O esquadrão foi chamado, mas a polícia ainda não informou se havia material explosivo no local.

Foto mostra corpo de um dos autores do massacre na escola Raul Brasil, de Suzano — Foto: Arquivo pessoal


Mala deixada dentro da escola onde o massacre ocorreu, em Suzano; polícia investiga se assassinos deixaram explosivos —
Foto: Arquivo pessoal


Garrafas que aparentam ser coquetéis molotov deixadas dentro da escola em que o massacre ocorreu — Foto: Arquivo pessoal


Arco e flecha encontrado na escola em que o massacre ocorreu — Foto: Arquivo pessoal


taque a escola de Suzano — Foto: Juliane Monteiro e Rodrigo Cunha/G1

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