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quinta-feira, 14 de março de 2019

IMAGENS DAS VÍTIMAS DO MASSACRE DE SUZANO: Amigos falam sobre as vítimas do massacre na escola de Suzano


Igor estudava com Claiton desde a 6ª série. 'Ele era quieto, ajudava a gente quando precisava, não media esforços', disse.

Por SP1 e G1 SP
14/03/2019
Atualizado 13h53min


Vítimas do massacre Suzano — Foto: Juliane Souza/Editoria de Arte G1

Amigos das vítimas do ataque a tiros na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade da Grande São Paulo, lembraram nesta quinta-feira (14/03) dos colegas e das funcionárias mortos nesta quarta-feira (13/03).

Igor Ribeiro Ângelo, de 16 anos, está sofrendo com a perda do amigo Claiton Antonio. “A gente estudava junto desde a 6ª série, ele era quieto, ajudava a gente quando precisava, não media esforços, inteligente e sempre fazia tudo na escola, na sala de aula, sempre quieto”, disse.

Guilherme Santos, 16 anos, também estudava com Claiton. “Eu vou olhar por fundo da sala, não vou ver o Claiton, as tias, essa cena não sai da minha cabeça”, disse.

Para Camile Rocha, 15 anos, também fala sobre a empatia de Claiton. "A gente conversava muito, ele era um moleque incrível, maravilhoso de bom coração. Sempre ajudando o próximo. Ele era incrível", disse.

Alunos também lembraram com carinho das funcionárias da escola mortas no ataque: a inspetora Eliana Regina de Oliveira Xavier , 38 anos, e a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos.

“Marilene e Eliana sempre muito queridas, todo mundo na escola adorava elas, é difícil receber essa notícia”, disse Giovanna Araújo, de 17 anos.

Segundo Camile Rocha, Marilena usava a experiência de vida para ouvir e aconselhar os jovens. "Ela tratava todos nós alunos como se fosse mãe, como se fosse a mãe da gente. Educada, carinhosa, se tivesse qualquer tipo de problema podia conversar com ela. Elas eram incríveis mulheres maravilhosas e hoje são estrelinhas que vão brilhar no céu", disse.

Marcela Bianca Toqueiro, de 14 anos, disse que a inspetora morreu porque ficou na frente de sua irmã e a amiga.

"A minha irmã e minha melhor amiga estudam lá. E a inspetora que morreu, ela morreu porque ela foi na frente delas. Ela deu a vida dela para salvar a vida das minhas amigas e da minha irmã", contou.

A Marcela também sente muito a perda do amigo Kaio Lucas da Costa Limeira, um menino de 15 anos que distribuía sorrisos, segundo ela.

"A gente sempre se via no corredor e brincava um com o outro, dava risada. Ele era uma pessoa incrível também", disse.

Alysson Fiuza, de 15 anos, fala sobre o melhor amigo, Caio Oliveira, 15 anos, que morreu no ataque. Ele conta qual era o sonho do amigo.

"Ele era meu melhor amigo. Considerava ele meu melhor amigo. Desde a primeira vez que ele veio falar comigo, quando me mudei pra Suzano, e não conheci ninguém, ele foi uma das primeiras pessoas que me acolheram na escola. E era uma pessoa super gentil, legal, pra mim ele era demais. Nunca pensei que isso fosse acontecer com ele. É uma coisa muito triste", contou.

O pai do Samuel Melquiades Silva de Oliveira, de 16 anos, conta como o filho era amoroso.

"O Samuel era uma pessoa extremamente amorosa, um menino ativo, na igreja, onde a gente frequenta ele gostava de estar sempre à frente, gostava de fazer, acontecer. Era esse menino de várias facetas, que me surpreendia a cada dia, e eu só posso agradecer a Deus os 16 anos maravilhosos, que Deus me concedeu tê-lo como filho", disse Gercialdo Melquiades de Oliveira.

Ministro da Educação chegou cedo ao velório das vítimas do massacre da Escola Raul Brasil em Suzano — Foto: Maiara Barbosa/G1





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