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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Lama desloca 120 quilômetros pelo Paraopeba, mas não deve chegar ao Velho Chico


(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Os rejeitos de minério que vazaram da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (Região Metropolitana), rompida em 25 de janeiro, continuam avançando pelo Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco. Nesta terça-feira, a lama chegou a um ponto a do rio a 120 quilômetros do rompimento da barragem, mas não deve chegar ao Velho Chico. A informação foi divulgada, nesta terça-feira, pela diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo.

Ela abordou o assunto em Belo Horizonte, durante encontro do Fórum Mineiro de Bacias Hidrográficas. Ao decorrer do evento, que teve como um dos participantes o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Paraopeba Winston Caetano de Souza, Marília de Melo ressaltou que a lama não deverá chegar ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias. Desta forma, não deverá atingir o Rio São Francisco, onde está construída a usina de Três Marias, distante 320 quilômetros da barragem de Brumadinho.

Desde o dia do desastre, autoridades divulgaram que a expectativa é que a Represa de Retiro Baixo, localizada no Rio Paraopeba, entres os municípios de Curvelo e Pompéu, na Região Central do estado, venha conter os rejeitos de minério e impedir que a lama tóxica atinja o reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, a 28 quilômetros abaixo de Retiro Baixo, e o Velho Chico. Nesta terça-feira, a diretora-geral do Igam disse que “considerando as características físicas do rejeito e o porte do reservatório da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo, é pouco provável que o material transponha a usina”.

Marília de Melo também afirmou que houve uma diminuição da concentração de metais nas águas do Paraopeba. “No momento, a concentração de metais está restrita a 20 quilômetros do rompimento (da barragem)”,informou.

Boletim de monitoramento da água do Rio Paraopeba por parte do Igam, divulgado na noite segunda-feira, também revela a diminuição da quantidade de metais pesados no manancial. Em um ponto de coleta em Pará de Minas, a 115,9 quilômetros do local do desastre, permanece a concentração de manganês, ferro e alumínio dissolvidos acima dos limites permitidos.
O monitoramento é realizado pelo Instituto de Gestão das Águas, juntamente à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Serviço Geológico do Brasil (CPMR) e à Copasa, desde dia rompimento da barragem de mina do Córrego do Feijão, em 25 de janeiro.
Após coordenar uma expedição pelo Rio Paraopeba, a pesquisadora e especialista em recursos hídricos Malu Ribeiro, da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgou que no último domingo surgiram impurezas no Rio Paraopeba próximo ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, entre os municípios de Curvelo e Pompéu. A especialista iniciou a expedição logo depois do rompimento da barragem, percorrendo uma extensão de 160 quilômetros entre local do desastre e o município de Curvelo.

“A qualidade da água aqui ficou ruim”, disse Malu Ribeiro, que considerou a turbidez do Paraopeba no município de Curvelo como um indício da chegada dos rejeitos de minério da barragem de Brumadinho. No entanto, nesta terça-feira, integrantes da Polícia Militar Ambiental de Curvelo e Pompéu disseram que a lama de rejeitos não chegou à região e a água do Paraopeba ficou turva naquele trecho devido às últimas chuvas, que carrearam matéria orgânica para dentro do rio, fazendo com que água fique “barrenta”

Por Jornal Estado de Minas 
13.02.2019




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