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quinta-feira, 19 de julho de 2018

O cantor sertanejo Eduardo Costa, depõe em Belo Horizonte por ser suspeito de estelionato

Cantor teria vendido casa em Escarpas do Lago que seria alvo de ação do MPF por estar em área de preservação; ele nega má-fé.

Por Raquel Freitas, G1 MG, Belo Horizonte
18/07/2018
Atualizada às 22h

Eduardo Costa chega para prestar depoimento na tarde desta quarta, em BH (Foto: Raquel Freitas/G1 Minas)

O sertanejo Eduardo Costa prestou depoimento, nesta quarta-feira (18.07), no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte. De acordo com o delegado Vinícius Dias, o músico é suspeito de estelionato em um inquérito que investiga a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões. Após depor à polícia, Eduardo Costa conversou com os jornalistas e negou qualquer tipo de crime.

Segundo a polícia, o sertanejo negociou o imóvel com um casal em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores - a casa em Belo Horizonte vale R$ 9 milhões - seria paga com uma lancha, uma carro de luxo e uma moto aquática. O delegado afirma que o casal, ao tentar registrar o imóvel de Escarpas, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

O sertanejo afirmou que não agiu com má-fé. Segundo Costa, o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente, assim como ele também tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. O artista afirmou, ainda, que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados dele e também do casal. "A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio", afirmou.

"Todos nós estamos sujeitos a passar por situações constrangedoras e eu jamais levaria uma pessoa a passar por isso", afirmou o sertanejo.

As investigações começaram em outubro do ano passado e, de acordo com o delegado, estão em fase de finalização. O crime de estelionato qualificado por alienação onerosa de bens em litígio tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão.

O delegado Vinícius Dias disse que, até esta quarta, não encontrou indícios para indiciar o cantor, mas que a investigação continua. Com os novos elementos, ele afirmou não ver condições de indiciamento.

Segundo o delegado, caso fique comprovado ao final do inquérito que o casal sabia da situação imóvel, ele estará sujeito a sanções penais.

Edson Vander da Costa Batista, o Eduardo Costa, é natural de Belo Horizonte e lançou o primeiro CD da carreira solo na década de 1990. Com Leonardo, ele tem dois projetos: “Cabaré”, de 2014, e “Cabaré Night Club”, de 2016.


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