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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Compare o salário mínimo brasileiro com o de outros dez países

Por R7 Notícias 

Foto Reprodução 

O governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador, um aumento de 95% no salário mínimo, notícia que poderia ser amplamente comemorada em vários países, mas não lá: apesar do aumento expressivo, muitos venezuelanos reclamaram do aumento, que não faz frente à hiperinflação que atinge o país. Em moeda brasileira, os 2.555.500 bolívares valem R$ 133 — sete vezes menos que o salário mínimo brasileiro, de R$ 954.

Apesar de parecer muito alto em relação ao salário venezuelano, o valor do mínimo brasileiro está longe de ser excelente quando comparado à situação de outros países. Confira qual é a situação do salário mínimo em outros países ao redor do mundo:

África do Sul

A África do Sul enfrentou dias de protestos e greve geral nas últimas semanas por conta de um projeto de lei que visa estabelecer, pela primeira vez na história do país, um salário mínimo. Esta foi uma das promessas do presidente do país, Cyril Ramaphosa, prometeu  anunciou um salário mínimo que gerou protestos no país. O valor proposto pelo presidente é de aproximadamente R$ 5,60 por hora.

Para um trabalhador brasileiro que trabalha 25 dias por mês a média por hora é de apenas R$ 4,77.

Nos Estados Unidos, o salário também é calculado por hora. Lá, os trabalhadores recebem cerca de R$ 25 por hora. Comparando, um norte-americano que faz a mesma carga horária que um brasileiro recebe cerca de R$ 5 mil.

Os nossos vizinhos argentinos recebem cerca de R$ 2 mil por mês. Na Argentina, o salário é pago por mês assim como no Brasil.

Do outro lado do mundo, a China não tem um salário mínimo definido válido para todo o território nacional, como acontece no país. Os pagamentos variam de província para província. Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em 2013 era pago cerca de R$ 781,00 para um trabalhador da capital da segunda maior economia do mundo, Pequim.

No Japão, também não há um salário mínimo previamente definido para todo o país. Os cálculos são feitos de acordo com o custo de vida na região. Em províncias onde o custo de vida é mais alto, o salário acompanha.

Ainda assim, segundo a OIT, os japoneses recebem em média R$ 27 por hora. Se comparada com a carga horária mensal brasileira, eles ganham cerca de R$ 5.400,00 por mês. Isso, sem contar as horas-extras que são muito comum no país.

Além disso, os empregadores que não pagam o mínimo estabelecido são multados pelo governo.

Enquanto isso, no Egito, o salário mínimo só é definido para os trabalhadores do setor público. Quem trabalha na iniciativa privada, assina um contrato que pode ser individual ou coletivo.

Segundo a OIT, o salário dos trabalhadores egípcios é em média de R$ 352,00 mensais.

A situação é ainda mais drástica no Afeganistão, onde sequer existe um salário mínimo implementado. Só é possível saber o valor recebido pelos funcionários públicos do país. Esses trabalhadores recebem cerca de R$ 311,00 por mês.

Um dos países mais afetados pela crise financeira na Europa foi a Espanha. Isso fez com que o salário mínimo do país fosse caindo a cada ano. Em 2016, segundo a OIT, o salário era de aproximadamente R$ 2.925,00. Lá o salário também é definido por lei, assim como no Brasil.

A Austrália é o país campeão em pagamento de salário. Lá, as empresas precisam pagar um valor mínimo exigido por lei que é de quase R$ 48,00 por hora. O que dá cerca de R$ 9.600 por mês.

De acordo com a OIT, o salário mínimo na Angola em 2010 era de R$ 352,00. Esse salário pode variar de acordo com o ramo da economia em que o trabalhador angolano atue.

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