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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

A marcha fúnebre do Vassourinhas (O GRANDE CLÁSSICO DO FREVO)

Por Antonio Magalhães*

O frevo Vassourinhas assanha multidões, ou melhor, assanhava, pois desde 2021 ele só mexe com  o imaginário dos pernambucanos frequentadores dos festejos de Olinda e Recife. A pandemia da Covid já enterrou o Carnaval de 2021 e possivelmente vai silenciar os frevos em 2022.

O prefeito do Recife, João Campos, prefere não se definir agora sobre o tema. Deixa para mais adiante a decisão sobre a realização ou não do Carnaval na capital. Mas já ouviu do secretário de Saúde do  Estado, André Longo, que não haverá segurança sanitária para a festa.

As mesmas autoridades que pregavam o “fique em casa” na pandemia estão apostando na vacinação completa dos pernambucanos para anunciar a festa. Sabendo que mesmo vacinadas, as pessoas podem se contaminar e contaminar mais gente. Além do mais, o Carnaval atrai turistas de vários lugares, saudáveis ou não.

Na dúvida, não ultrapasse, alerta o sinal de trânsito nas rodovias. Mas João Campos já ultrapassou o bom senso ao abrir licitações para instalar a infraestrutura da festa. E já esteve no Rio de Janeiro conversando com o prefeito Eduardo Paes – um imprevidente que deseja de qualquer forma fazer o carnaval carioca – para conversar sobre a viabilização dos festejos.

Já o prefeito de Olinda, o professor Lupércio, um mestre sem alunos, disse que acompanha de perto o desenrolar da vacinação anti-Covid na sua cidade. E com 100 por cento da população imunizada vai ser possível fazer a festa, alegou. Como se o milhão de foliões que enchem as ladeiras de Olinda fossem todos seus habitantes.

Lupércio, a exemplo de João Campos, vem tomando providências para montar o Carnaval. E disse que vai ajudar financeiramente. Só um pouco diferente do irresponsável prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kail, o Gargamel, como é chamado na cidade, que afirmou que a prefeitura não vai colocar um tostão na festa. Mas não se incomodará se ela tiver patrocínio privado. Um Pilatos momesco.

Na verdade, essa turma do “fique em casa”, agora travestida de “todos no Carnaval”, só está preocupada com o faturamento da festa. Quantos milhões de reais virão com o Momo, um evento que em tempos pré-pandêmicos gerava empregos, renda e impostos. É o que interessa.

Quando este grupo dizia, depois de fechar tudo, que a saúde da população é que interessava porque a economia – emprego e renda – ficaria para depois, conseguiu abalar financeiramente a vida de pessoas, municípios, Estados e País. Agora, ironicamente, a saúde não é mais prioridade. O foco é o Carnaval, que sequer deveria ter acontecido em 2020. Um mês antes já eram notificados os primeiros casos de contaminação pelo vírus chinês.

Mas como os três macaquinhos, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, na época, não quis “ouvir” nada sobre os riscos, não “enxergou” a realidade pensando apenas na sua popularidade. E “calou-se” num silêncio mortal, deixando que milhões de pernambucanos e turistas se aglomerassem, transpirassem, tossissem, passando viroses variadas em eventos como o Galo da Madrugada, o carnaval do Recife Antigo, o sobe-e-desce das ladeiras, os Papangus de Bezerros e em todos os  blocos.

As autoridades, se que é podem ser chamadas assim, querem esperar até janeiro de 2022 para dar um veredicto ou uma sentença de morte se vai ter ou não Carnaval. Independentemente do que esses imprevidentes anunciem, é melhor ficar bem distante das multidões carnavalescas, se realmente elas se formarem com tanta coisa no ar, além do frevo. Bem, creio que é melhor aproveitar o Carnaval ficando em casa e com saúde. Dessa vez vale o “fique em casa”. É isso.

*Jornalista  

por Magno Martins, 25.11.2021
Edição de Ítala Alves





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