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quarta-feira, 24 de março de 2021

Dívida pública sobe em fevereiro e atinge R$ 5,19 trilhões

Emissões superaram resgates em R$ 104,87 bilhões

REUTERS/Bruno Domingos/Direitos reservados

O aumento das emissões de títulos públicos fez a Dívida Pública Federal continuar a subir em fevereiro. No mês passado, o indicador encerrou em R$ 5,198 trilhões, com alta de 2,75% em relação a janeiro. A informação foi divulgada hoje (24) pelo Tesouro Nacional.

A dívida pública mobiliária (em títulos) federal interna subiu 2,68% passando para R$ 4,951 trilhões. No mês passado, o governo emitiu R$ 104,87 bilhões a mais do que resgatou. Além disso, houve a incorporação de R$ 24,3 bilhões em juros, quando o governo reconhece gradualmente os juros que incidem sobre a dívida.

A dívida pública externa caiu de R$ 237,88 bilhões em janeiro para R$ 247,93 bilhões em fevereiro. Os principais responsáveis foram a alta de 0,99% do dólar em fevereiro e a contratação de R$ 7,24 bilhões em empréstimos de organismos internacionais pelo governo brasileiro.

Nos últimos meses, o Tesouro tem emitido mais títulos públicos para recompor o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência), que foi parcialmente consumido no início da pandemia do novo coronavírus. Essa reserva subiu de R$ 805,7 bilhões em janeiro para R$ 933,2 bilhões em fevereiro e atualmente cobre 6,7 meses de vencimento. Em março, abril e maio, vencerão R$ 581,2 bilhões em títulos federais.

Nos primeiros meses da pandemia de covid-19, o governo queimou parte desse colchão para compensar a instabilidade no mercado financeiro. Em agosto do ano passado, o Banco Central teve de repassar ao Tesouro R$ 325 bilhões para ajudar a recompor essa reserva. O restante está sendo feito com o aumento das emissões.

Em fevereiro, o Tesouro emitiu R$ 177,97 bilhões, acima de R$ 150 bilhões pelo sexto mês consecutivo. Os resgates somaram R$ 66,46 bilhões, impulsionados principalmente pela troca de R$ 46,37 bilhões em títulos indexados à Selic (juros básicos da economia).

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).


Por Agência Brasil
24/03/2021


MAIS INFORMAÇÕES

DÍVIDA PÚBLICA: Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) é a parte da dívida pública que pode ser paga em moeda nacional, à diferença da Dívida Pública Mobiliária Federal externa, que deve ser paga em moeda estrangeira.

A dívida pública é a soma das dívidas de todos os órgãos do Estado brasileiro, incluindo o Governo Federal, Estados, Municípios e empresas estatais. Como o setor público é também um grande credor, tanto de outros órgãos públicos quanto de entidades privadas, muitos economistas defendem que o conceito de dívida líquida traduz de forma mais fidedigna a posição financeira do setor público. Trata-se de cálculo simples, onde apenas se abate, do total dos débitos existentes, o total dos créditos realizáveis pela União, Estados e Municípios. Tal critério, contudo, não é unanimidade entre os economistas, sendo o indicador da dívida bruta um benchmark preferencial ao se avaliar o nível de endividamento das nações.

A divisão mais comum, quando se fala de dívida pública, é entre a dívida interna, que pode ser paga em moeda nacional, e a dívida externa, que deve ser paga em moeda estrangeira. As duas têm causas e consequências distintas, embora possam ter implicações uma sobre a outra.

Origem da Dívida Pública Mobiliária Federal interna

A Dívida Pública Federal corresponde à consolidação da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) com a Dívida Pública Federal externa (DPFe), sendo esta última tem dois componentes: Dívida Mobiliária e a Dívida Contratual.[1]

A dívida pública interna se origina principalmente de:

  • financiamento de novos gastos públicos em bens e serviços em qualquer esfera de governo ou entidade pública
  • gastos com juros sobre as dívidas contraídas no período anterior
  • no caso do governo central, a política monetária e cambial

No Brasil, nas últimas décadas, principalmente depois do Plano Real, a dívida pública externa diminuiu, em termos de percentual do PIB, mas houve um crescimento enorme da dívida pública interna, principalmente do governo federal. O fator que mais impulsionou esse crescimento não foram novos investimentos públicos, mas sim as altas taxas de juros e os custos da política monetária e cambial dos anos 1990 e início dos anos 2000. [2]

Em julho de 2016, segundo o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, divulgado pelo Tesouro Nacional,[3] o estoque da Dívida Pública Federal era de R$ 2.956,51 bilhões. O estoque da DPMFi era de R$ 2.832,15 bilhões. O estoque da DPFe era de R$ 124,36 bilhões (US$ 38,40 bilhões), sendo R$ 114,28 bilhões (US$ 35,28 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 10,08 bilhões (US$ 3,11 bilhões), à dívida contratual.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




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