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segunda-feira, 30 de março de 2020

Veja 8 vezes que Bolsonaro agiu em desacordo com o Ministério da Saúde

Bolsonaro já teve ao menos 8 falas e atitudes em desacordo com medidas de combate ao coronavírus

Por Folhapress
Via Notícias ao Minuto
30/03/2020

© DR

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde o início da disseminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população.

O presidente já usou as palavras "histeria" e "fantasia" para classificar a reação da população e da mídia à nova doença e disse que, caso a contraísse, sofreria apenas de um "resfriadinho".

Além dos discursos, o presidente assinou decretos para driblar decisões estaduais e municipais, fez pronunciamento em que criticou o fechamento de escolas e manteve contato com pessoas na rua.

Relembre, a seguir, episódios de confronto de Bolsonaro a medidas baseadas em recomendações quase unânimes de médicos e estudiosos.Protestos do dia 15

Contradizendo o que ele mesmo havia falado em pronunciamento na semana anterior, Bolsonaro participou de protestos pró-governo no dia 15 de março. Naquele momento havia 200 casos confirmados de pessoas com Covid-19 no Brasil e ainda 1.917 suspeitos.


Naquele dia, Bolsonaro primeiro incentivou os protestos com postagens em suas redes sociais. Depois, sem máscara, participou das manifestações em Brasília, tocando simpatizantes e manuseando o celular de alguns apoiadores para fazer selfies. "Isso não tem preço", disse, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Havia no local várias pessoas idosas, consideradas grupo de risco da nova doença e com taxa de mortalidade maior. Na semana anterior, quando pediu que seus seguidores repensassem as manifestações por causa do coronavírus, Bolsonaro citou o risco de contágio em ambientes com muitas pessoas.

Na época, o presidente ainda realizaria dois testes para saber se havia contraído o vírus. Hoje se sabe que ao menos 24 pessoas que estiveram com Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos contraíram o coronavírus.

Pronunciamento

Em pronunciamento do dia 24 de março, Bolsonaro atacou governadores, culpou a imprensa pelo agravamento da crise de saúde e criticou o fechamento de escolas.

"O que se passa no mundo mostra que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?", questionou o presidente. "Raros são os casos fatais, de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade."

Mesmo sem sintomas, adultos e crianças podem transmitir o vírus. Esses grupos tendem a apresentar um quadro menos grave da doença, mas a probabilidade de o Covid-19 matar crianças e adolescentes é maior do que a gripe comum.

No pronunciamento, Bolsonaro concluiu dizendo que, se ele fosse infectado, por seu "histórico de atleta", não deveria temer a doença.

"Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão", afirmou, em referência a Drauzio Varella e à Rede Globo.

Com a fala, o presidente ironizou um vídeo que o médico fez no início da epidemia, quando as medidas indicadas por especialistas eram mais brandas e ainda não existiam casos de contaminação no país.Atividades religiosas

No dia 26 de março, Bolsonaro atualizou decreto que lista atividades essenciais que não podem ser interrompidos durante os esforços de combate ao novo coronavírus. Ele acrescentou atividades religiosas e casas lotéricas.

"Muita gente para dar satisfação ao seu eleitorado toma providências absurdas. Fechando shopping, tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas", declarou o presidente ao apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. A entrevista foi gravada o dia 19 de março.

"Eu acho que o pastor vai saber conduzir o seu culto. Ele vai ter consciência –o pastor, o padre –, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá", acrescentou Bolsonaro, que também argumentou na entrevista que a garantia de culto é um direito no Brasil.

Um dia depois da atualização, a Justiça Federal suspendeu a validade do decreto e proibiu o governo federal de adotar medidas contrárias ao isolamento social como forma de prevenção. A decisão se baseia no argumento de que a inclusão de novos setores no rol de atividades e serviços essenciais é ilegal, já que essa lista foi definida originalmente por uma lei federal de 1989.



O juiz federal Márcio Santoro Rocha, da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, determinou ainda que o governo federal e a prefeitura de Duque de Caxias "se abstenham de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS". sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão.Sem nenhum tipo de estudo.

Nas últimas semanas, o presidente ensaiou uma linguagem mais técnica para as suas propostas. Ele conclamou a população a aderir ao chamado "isolamento vertical", que consistiria em retirar do convívio social apenas aqueles que estiverem em grupos de risco, como idosos e portadores de doenças como hipertensão e diabetes sem controle.

Em reuniões com secretários, porém, os presentes relataram que a medida foi apresentada como um princípio e que nenhum estudo técnico embasou a proposta.Em reunião ocorrida na manhã de 27 de março, por exemplo, o secretário especial de Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa apresentou um slide com o que o governo considera necessário para o isolamento parcial na área econômica: manter abertos serviços essenciais e garantir a cadeia de suprimentos, exatamente o que estados como São Paulo têm feito.

Costa foi questionado então por um grupo de secretários se o governo editaria um decreto obrigando os estados a cumprir a medida. Disse que não, que isso deveria ser voluntário. Perguntado então se haveria recursos federais caso alguém se interessasse pelo tema, a resposta foi que "não temos o cronograma".

Decidiu incluir as atividades religiosas entre aquelas oficialmente consideradas essenciais, permitindo que cultos de qualquer natureza continuem ocorrendo mesmo em situações de quarentena.Campanha oficial

Um vídeo de divulgação institucional da Presidência da República, resumiu e comunicou oficialmente as propostas do governo para a pandemia. O compartilhamento da peça ficou por conta do filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro, e logo tomou as redes bolsonaristas.

O vídeo, divulgado no dia 27 de março, mostra categorias como a dos autônomos e mesmo a dos profissionais da saúde como desejosas de voltar ao regime normal de trabalho."O Brasil não pode parar", encerra cada trecho do vídeo, inclusive para os "brasileiros contaminados pelo coronavírus".

O vídeo fez uso irregular de imagem por usar fotografia de uma empresa que proíbe o uso de suas produções "em um contexto político, como a promoção, propaganda ou o endosso de qualquer partido, candidato ou político eleito, ou em conexão com qualquer política ou ponto de vista político".

No dia 28 de março, a Justiça Federal no Rio de Janeiro impediu a divulgação da campanha por rádio, TV, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital.Em nota, a Secom afirmou que "definitivamente, não existe qualquer campanha publicitária ou peça oficial da Secom intitulada 'O Brasil não pode parar'. Trata-se uma mentira, uma fake news divulgada por determinados veículos de comunicação", diz a nota. Os vídeos foram apagados de pelos menos dois perfis oficiais do governo.Tuíte da carreata

No mesmo dia em que Flávio Bolsonaro divulgou a peça de campanha #BrasilNaoPodeParar, do Palácio do Planalto, o próprio presidente postou em sua conta em rede social o vídeo de uma carreata realizada em Balneário Camboriú (SC).

A manifestação pedia a volta do comércio e era contrária ao isolamento social recomendado pela OMS e pela maioria dos governos que lidam com a pandemia.Naquele momento, as carreatas ainda estavam começando. Neste fim de semana, manifestações e buzinaços foram feitos em diversas cidades do país. Nos atos, os manifestantes permanecem dentro de seus carros.

Em São Paulo, pequenas carreatas percorreram em diferentes pontos da cidade, algumas delas com bandeiras do Brasil. Em Belo Horizonte, cerca de 90 carros participaram da carreata na manhã do dia 27 de março.Saidinha pelas ruas.

Neste domingo (29/03), o presidente saiu pelas ruas de Brasília defendendo a volta da população ao trabalho. O giro incluiu pontos de comércio na Asa Norte e no Sudoeste, além de Ceilândia e Taguatinga, cidades-satélites de Brasília.

Em Ceilândia, Bolsonaro conversou com vendedores como um assador de churrasco em espetinhos e defendeu sua visão de o comércio ficar aberto. "Eu defendo que você trabalhe, que todo mundo trabalhe. Lógico, quem é de idade fica em casa", afirmou o presidente. "Às vezes, o remédio demais vira veneno", disse em referência à restrição de circulação e os reflexos para a economia.

"A gente tem que trabalhar", disse o vendedor sob o olhar do presidente e seus seguranças. "A morte está aí, mas seja o que Deus quiser. Só não pode ficar é parado, com medo de morrer. Se não morrer de doença, morre de fome. Eu prefiro morrer de nenhum jeito", disse o comerciante. "Não vai morrer, não. Para alguns, realmente... é complicado", disse o presidente.

Durante a saída, Bolsonaro ouviu palavras de apoio e também críticas. "Isolamento para nós, hein? Isolamento. Sem isolamento a gente não se cuida", falou uma mulher quando o presidente se preparava para entrar no carro e ir embora.O giro ocorreu um dia depois de o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmar que o que o isolamento vertical (restrito a grupos de risco) estava descartado como forma de enfrentar o novo coronavírus.

Decreto

Após fazer giro por comércio em Brasília, Bolsonaro disse que estava pensando em fazer um decreto para população poder trabalhar."Eu estou com vontade, não sei se eu vou fazer, de baixar um decreto amanhã: toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para levar o sustento para os seus filhos, para levar leite para seus filhos, para levar arroz e feijão para casa, vai poder trabalhar", afirmou.

Questionado se o texto já estava em estudo, Bolsonaro afirmou que havia acabado de pensar na ideia, enquanto falava com jornalistas na porta do Palácio da Alvorada.A fala ocorreu após semana em que oscilaram embates e aparentes entendimentos em reuniões com governadores. Aliados afirmaram que Bolsonaro ficou irritado por ter saído da conversa como se tivesse sido "domado" pelos ministros.

No mesmo dia, políticos se manifestaram.

Pelas redes sociais, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que manteria a renovação das medidas restritivas e pediu para que a população "não desafie o coronavírus" e "não se oriente por ações irresponsáveis de quem quer que seja".O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), também se manifestou. "Aqui, não vamos recuar. Se for necessário, iremos até à Justiça", disse.

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