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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Noruega e Alemanha admitem fim de fundo bilionário na Amazônia

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se encontrou nesta quarta com embaixadores dos dois países europeus

Por Veja
03 de jul de 2019

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, negocia com os doadores europeus do Fundo da Amazônia (Ueslei Marcelino/Reuters)

O Fundo da Amazônia, criado em 2008 e administrado atualmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), pode ser extinto. Só o governo da Noruega repassou mais de 3 bilhões de reais. A Alemanha, cujo envio é mais modesto, de cerca de 190 milhões de reais, anunciou nesta quarta-feira, 03/07, que suspendeu novo repasse previsto de 150 milhões de reais.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e embaixadores de Noruega e Alemanha no Brasil já admitem a possibilidade de o fundo ser extinto.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) divulgados nesta quarta indicaram que o desmatamento na região foi 88% maior que no mesmo período de 2018.

O governo de Jair Bolsonaro já havia sugerido em maio a intenção de alterar o funcionamento do fundo. Quer, por exemplo, passar a usar o dinheiro para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação, o que é rechaçado por Noruega e Alemanha.

Além disso, Salles espera modificar a representação no conselho que definia a aplicação das verbas. Na última sexta-feira, 28, o governo brasileiro extinguiu o colegiado que coordenava a distribuição sem avisar os parceiros da Europa.

Um decreto de Bolsonaro em abril também fechou centenas de órgãos ligados à administração pública e que tratavam de temas ambientais.

Os embaixadores europeus se reuniram com o ministro brasileiro nesta quarta, em Brasília, e afirmaram que seguem trabalhando pela manutenção da parceria. Mas também já admitem a descontinuidade.

Segundo os representantes dos governos norueguês e alemão, os doadores fizeram uma série de questionamentos. E esperam por respostas até o fim deste mês.

O norueguês Nils Martin Gunneng disse esperar, aliás, que o fim dos conselhos fosse revisto pelo presidente brasileiro.

O fundo é o maior projeto de cooperação internacional para preservar a floresta amazônica. O dinheiro, gerido pelo BNDES, é repassado a estados, municípios, universidades e ONGs.

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