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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Em velório, amigos e admiradores se despedem de Paulo Henrique Amorim

Corpo de jornalista que morreu de infarto está sendo velado na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no centro do Rio de Janeiro

Por Da Redação Exame
Com agências de notícias access
11 jul 2019

Paulo Henrique Amorim: jornalista morreu após ter um infarto (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O corpo do jornalista Paulo Henrique Amorim foi velado entre a manhã e a tarde desta quinta-feira (11/07) na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no centro do Rio de Janeiro. Familiares, amigos e admiradores prestaram homenagens ao jornalista que trabalhava desde 2003 na TV Record e morreu na quarta-feira (10/07), aos 76 anos, vítima de um infarto.

O momento também teve um tom político quando pessoas que homenageavam o jornalista passaram a gritar “Fora, Bolsonaro” e “Lula Livre”, de acordo com o Uol. As manifestações dizem respeito às posições políticas de Paulo Henrique Amorim, que era defensor dos governos petistas e crítico da gestão atual.

O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério da Penitência, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Irmã de Paulo Henrique Amorim, a professora universitária Marília Amorim lembra que o irmão mais velho tinha uma forma de cuidado que sempre se preocupava em contribuir com sua formação profissional e intelectual.

“Ele sempre me protegeu num sentido muito diferente. Era uma proteção que não me dava refresco. Era uma proteção para me colocar indo à luta”, lembra Marília, que afirma que, por sua coragem, Paulo Henrique é uma “perda imensa” para o jornalismo brasileiro. “Era uma pessoa muito dedicada ao jornalismo”.

O presidente recém eleito da ABI, Paulo Jerônimo, contou que ofereceu a sede da associação à família pela importância que o jornalista teve ao longo de sua trajetória. “Foi um brilhante jornalista, respeitado por toda a classe. Estamos orgulhosos de prestar essa homenagem”, disse Paulo Jerônimo, que também chegou a conviver com Paulo Henrique Amorim. “Ele era um cara muito engraçado, com tiradas impressionantes”.

O cineasta Luiz Carlos Barreto contou que ainda no início de sua vida profissional, como repórter da Revista Cruzeiro, fez uma amizade com Paulo Henrique Amorim que durou até sua morte. Barretão, como também é conhecido, elogiou a firmeza do amigo em suas convicções e na defesa da democracia.


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