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terça-feira, 23 de abril de 2019

Presidente dos Correios defende que a estatal continue pública

De acordo com o blog de Cristiana Lôbo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, já autorizou a privatização da ECT.

Por Marta Cavallini, G1
23/04/2019

Juarez Cunha, presidente dos Correios, em evento no dia 12 de abril — Foto: Reprodução

O presidente dos Correios, general Juarez Cunha, defendeu durante o feriado da Páscoa que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) seja mantida como empresa pública.
“Temos argumentos para demonstrar porque é importante para o país manter a empresa pública, inclusive apresentando casos malsucedidos de privatização de correios pelo mundo”, escreveu Cunha em uma rede social.
O posicionamento dele veio após o blog de Cristiana Lôbo informar que o presidente da República, Jair Bolsonaro, já havia autorizado a privatização da ECT.

Cunha afirma, no entanto, que, como presidente da estatal, não teve nenhuma sinalização do governo nesse sentido.

“A avaliação no governo é que o modelo de negócio da empresa está ultrapassado, mas há alto valor estratégico – precisa ser renovada para os novos tempos, especialmente com o crescimento o e-commerce”, informa o texto do blog de Cristiana Lôbo.

Para a equipe presidencial, o setor está em processo de transformação e, para sobreviver, a estatal precisa ser mais competitiva e ter menos amarras. Para isso, a solução seria apenas com a privatização dos Correios.

Inicialmente, o ministro Marcos Pontes, das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, a quem a empresa está subordinada, resistia à ideia, mas, agora, segundo fontes do governo, já está sensível ao projeto de privatizar a ECT, segundo o blog.

Segundo Juarez Cunha, Pontes defende que a decisão deve ser baseada em fatos, números e um plano de negócios bem estruturado, que leve em conta as necessidades estratégicas do país, retorno para o governo e garantia dos direitos dos servidores.

Para o presidente dos Correios, não se trata apenas de vontade política da área econômica do governo, mas “existem questões jurídicas, técnicas e econômicas que precisam ser levantadas e discutidas”.

“Se esse debate vier de fato a ocorrer, vamos apresentar todas as informações necessárias e demonstrar que a empresa, bem gerida, é viável e que as medidas adotadas para saneamento e modernização dos Correios já estão dando resultado”, defendeu Cunha na rede social.


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