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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Ex-mulher acusou Bolsonaro de furtar cofre com R$ 1,6 milhão, de “desmedida agressividade” ocultar patrimônio da Justiça Eleitoral e renda superior a ganhos oficiais

Ana Cristina Valle registrou um boletim de ocorrência após constatar o sumiço de joias e dinheiro em 2007: “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, e apontou como uma das razões para o fim de um casamento de dez anos o "comportamento explosivo" do parlamentar

Por Da Redação da VEJA - 28 set 2018, atualizado: 12h31

Ao pedir a separação judicial de Jair Bolsonaro, sua ex-mulher, Ana Cristina Siqueira Valle, apontou como uma das razões para o término do casamento de dez anos a “desmedida agressividade” e o “comportamento explosivo” do parlamentar. À Justiça, ela explicou que esses fatores tornaram a convivência “insuportável”. VEJA teve acesso às mais 500 páginas do processo de separação litigiosa iniciado em abril de 2008. A ação contém uma série de incriminações mútuas que fazem parte do universo privado do ex-casal.

Em 2007, quando terminavam um casamento de mais de uma década, a ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, acusou, o hoje presidenciável do PSL, de furtar seu cofre em uma agência do Banco do Brasil e levar todo o conteúdo: joias avaliadas em 600.000 reais, 30.000 dólares em espécie e mais 200.000 reais em dinheiro vivo — totalizando, em valores de hoje, cerca de 1,6 milhão de reais, algo incompatível com as rendas conhecidas do casal. 


Jair Bolsonaro (Adriano Machado/Reuters)

Ela registrou um boletim de ocorrência na 5ª Delegacia da Polícia Civil do RJ no mesmo dia em que constatou que o cofre estava vazio. “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, disse ela aos funcionários do banco. Um deles tentou acalmá-la, sem sucesso. “Ele pode tudo, e vocês têm medo dele”, respondeu ela.

Ana Cristina Valle relatou que, em 2006, o então candidato a deputado deixou de declarar três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes

Jair Bolsonaro (Adriano Machado/Reuters)

Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial. 

Além do comportamento agressivo, ela relatou que o deputado federal ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006, tinha uma renda de 100 000 reais — incompatíveis com o que recebia como parlamentar (26,700 reais) e como militar da reserva (8,600 reais) 


Ana Cristina Valle e Jair Bolsonaro (Reginaldo Teixeira/VEJA/Paulo Whitaker/Reuters)


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