sexta-feira, 13 de abril de 2018

EUA dizem ter prova com 'alto nível de confiança' de que governo da Síria fez ataque químico


Tipo exato de produto ainda está sendo averiguado, segundo Departamento de Estado.

Criança chora em hospital em Duma, após suposto ataque químico na Síria em 8 de abril (Foto: White Helmets/Reuters)

Os Estados Unidos têm prova com "um nível muito alto de confiança" de que o governo sírio realizou um ataque com armas químicas em Duma, mas ainda está trabalhando para identificar a mistura de produtos químicos usados, disse o Departamento de Estado americano nesta sexta-feira (13), segundo a agência Reuters.

"Podemos dizer que o governo sírio esteve por trás do ataque", disse a porta-voz do departamento, Heather Nauert, em entrevista coletiva. Perguntada se os Estados Unidos tinham prova disso, ela disse "sim".


Nauert afirmou que uma equipe da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) chegaria à Síria no sábado para coletar evidências.

O suposto ataque químico em Duma, maior cidade da região de Guta Oriental, deixou dezenas de mortos. EUA, França e Reino Unido acusam o governo de Bashar al-Assad de usar armas químicas contra a população dessa cidade, que estava sitiada pelo regime e nesta quinta passou ao controle das tropas sírias, como anunciou a Rússia.

A Síria e sua aliada Rússia negam que tenham usado armas químicas. A Rússia diz ainda que as alegações são uma tentativa de justificar uma intervenção militar no país árabe.

Nesta quinta, o presidente francês Emmanuel Macron também afirmou ter "provas" de que o regime sírio usou armas químicas no ataque de 7 de abril. "Temos provas de que na semana passada, quase dez dias atrás, armas químicas foram usadas, pelo menos o cloro, e que elas foram usadas pelo regime de Bashar al-Assad", disse ele.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta que cerca de 500 pessoas foram atendidas em centros médicos de Duma com sintomas de exposição a agentes químicos e que aproximadamente 70 pessoas que estavam em porões morreram por causa do ataque.

EUA, França e Reino Unido estão estudando uma possível resposta ao suposto ataque químico.

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