sábado, 10 de março de 2018

Pernambuco registra em 2018 média diária de mais de duas violações de direitos de idosos

Maioria dos ocorrências notificadas é de negligência. Ao todo,165 casos foram computados em janeiro e fevereiro.

Por G1 PE

Pernambuco teve média de 2,79 violações aos direitos de idosos nos primeiros dois meses do ano (Foto: Angélica Renepont/SEDH)

Nos primeiros dois meses do ano, o Centro Integrado de Atenção e Prevenção à Violência Contra a Pessoa Idosa (Ciappi), vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), registrou 165 casos de violações de direitos contra a pessoa idosa. Em média, em janeiro e fevereiro, foram 2,79 ocorrências, envolvendo maus tratos, abandono, violência verbal e outras situações.

De acordo com o órgão, lideram o ranking de violações dos direitos da pessoa idosa os casos de negligência, com 63; violência psicológica, com 24; violência financeira, com 20 e violência física, que teve dez ocorrências.

Em um dos casos registrados pelo Ciappi, a companheira de um homem de 70 anos praticava constantemente maus tratos e abuso financeiro contra o idoso. A vítima recebia cerca de R$ 6 mil de aposentadoria, mas não era bem alimentado, vivia em ambiente insalubre e chegou a ter o fornecimento de água e luz suspenso por falta de pagamento.

Em outro caso, um casal de 65 anos era agredido de forma verbal e psicológica por uma nora, que chegou a ameaçá-los de morte.

Os dois casos foram denunciados por meio do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, ou por telefonema anônimo ao Ciappi, pelo telefone 3182.7649. O centro fica na Rua Santo Elias, 535, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. O atendimento é realizado das 8h às 17h.

Abrigos

Asilos para idosos foram interditados no Grande Recife (Foto: Divulgação/SEDH)
Em 2017 quatro abrigos de idosos tiveram as atividades encerradas após ação conjunta de fiscalização, nos bairros do Cordeiro, Iputinga e Várzea, na Zona Oeste do Recife, e em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Durante a ação, os profissionais constataram irregularidades como falta de acompanhamento médico aos idosos que moravam nos locais, além de alimentação irregular, falta de ventilação e estruturas capazes de prejudicar a mobilidade dos moradores.

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