quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ex-ministro Armando Monteiro Filho morre aos 92 anos, no Recife

Falecimento ocorreu na residência dele, na Zona Sul, na manhã desta terça-feira (2). Pai do senador pernambucano Armando Monteiro Neto, ele será velado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana.

Por G1 PE


Armando Monteiro Filho faleceu aos 92 anos (Foto: Reprodução/TV Globo)


Morreu na manhã de terça-feira (2), em sua residência na Zona Sul do Recife, o empresário e ex-ministro Armando Monteiro Filho, aos 92 anos. Pai do senador Armando Monteiro Neto (PTB), ele teve problemas pulmonares. A informação foi repassada pela assessoria do parlamentar. (Veja vídeo acima)

O velório de Armando Monteiro Filho começou às 16h desta terça-feira (2), na Capela Nossa Senhora das Graças, no Instituto Ricardo Brennand, no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. O corpo do ex-ministro será cremado às 11h de quarta-feira (3), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana.

De acordo com o empresário Eduardo Monteiro, um dos filhos de Armando, o ex-ministro vinha apresentando problemas de saúde. Ele teve queda de pressão arterial e baixa oxigenação. Chegou a melhorar no Natal, mas as dificuldades respiratórias persisitiram. Armando deixou cinco filhos, oito netos e seis bisnetos.

HISTÓRIA 



Genro do ex-governador Agamenon Magalhães, que comandou Pernambuco nos anos 30 e 50 do século passado, Armando Monteiro Filho teve como cargo político mais importante a participação no Governo e João Goulart, como ministro da Agricultura, entre 1961 e 1962.

Engenheiro, Armando Filho foi eleito deputado estadual, em 1950, pelo PSD. Não conseguiu assumir o cargo devido ao parentesco com Agamenon Magalhães. Em 1954, ganhou uma vaga na Câmara dos Deputados, como o mais votado em Pernambuco.

O empresário foi candidato ao governo de Pernambuco, em 1962, sendo derrotado por Miguel Arraes. Filiado ao MDB durante a ditadura militar (1964-1985), se transferiu para o PDT. Em 1994, perdeu a eleição para o Senado Federal. Em 1998, passou para o PMDB.

Repercussão

Diante da morte do ex-ministro, o governador Paulo Câmara (PSB) decretou luto oficial de três dias. Ele também divulgou nota de pesar se solidarizando com familiares e amigos de Armando Filho.

Segundo a nota enviada pela assessoria de Paulo Câmara, "Dr. Armando foi um honrado pernambucano, um legítimo cavalheiro que sempre lutou, ao longo de toda a sua vida, pelas maiores causas do nosso Estado e do Brasil, como empresário e político. Ele teve uma postura firme, democrática e corajosa no enfrentamento com a ditadura militar e foi uma referência para gerações."

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), também falou sobre a morte de Armando Filho. Por meio de nota, ele ressaltou a trajetória política do empresário.

Segundo o prefeito, Armando Filho foi um homem público que dedicou toda sua vida ao Brasil e a Pernambuco, nos negócios, e como deputado e ministro de Estado. "Sua trajetória se confunde com a história política do Brasil, sempre ao lado dos interesses de Pernambuco. Que Deus leve conforto a seus familiares neste momento de dor”, escreveu.

O senador Humberto Costa disse que Pernambuco perdeu um dos seus mais expressivos quadros na vida política e empresarial. "Tive a oportunidade de externar meu reconhecimento a esse grande homem público quando o indiquei para receber o Diploma José Ermírio de Moraes, no Senado Federal, em homenagem à sua brilhante, exitosa e honrada trajetória de vida", declarou, por meio de nota.

O ex-ministro das Cidades Bruno Araújo declarou, por meio de nota, que Pernambuco e o Brasil perderam Armando Monteiro Filho uma importante referência de homem público e empresário que sempre se conectou às legitimas causas sociais pensando de forma coletiva. "Deixo aqui os meus sentimentos a toda a família", esceveu o deputado federal (PSDB).

Para o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PRB), Armando Filho sempre praticou a boa política, atuando com ética, seriedade e respeito às pessoas. "Dr. Armando Filho sempre será um exemplo para a minha e para as próximas gerações. Ninguém no Estado pode contar a história de Pernambuco sem falar do legado desse grande pernambucano", afirmou, por meio de nota.


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