terça-feira, 8 de agosto de 2017

Governo avalia leilão de aeroportos de Vitória, Macaé, Pampulha e Santos Dumont, diz ministro

Segundo Maurício Quintella (Transportes), governo avalia leiloar aeroportos em blocos, misturando deficitários e superavitários. Definição pode sair no final de agosto.


Por G1, Brasília
08/08/2017 12h06


O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, disse nesta terça-feira (8) que, entre os aeroportos que o governo pode incluir na próxima rodada de leilão, estão Santos Dumont e Macaé, no Rio, Vitória, no Espírito Santo, e Pampulha, em Belo Horizonte.
De acordo com o ministro, a Secretaria de Aviação Civil avalia inclui-los em um bloco com um total de seis aeroportos. Pelo modelo de leilão em estudo no governo, os grupos interessados teriam que fazer oferta pelo bloco todo e ficariam responsável por operar aeroportos superavitários e deficitários.

“Há um estudo da Secretaria de Aviação Civil de um bloco que contém Santos Dumont, Vitória, Macaé, Pampulha. São seis nesse bloco. A nossa intenção, ainda não está fechado, é qualificar os estudos para próxima reunião do PPI”, disse o ministro, durante audiência pública no Senado, se referindo ao Programa de Parcerias em Investimentos, responsável pela política de concessões do governo federal.

Ele informou que a reunião do PPI, que além do Ministério dos Transportes reúne Fazenda e Planejamento, por exemplo, ocorrerá em 23 de agosto. Nesse encontro, segundo ele, já pode ser definido quais aeroportos vão realmente a leilão.

Infraero

De acordo com o ministro, o modelo de leilão prevendo a mescla de aeroportos lucrativos e que dão prejuízo visa a "sustentabilidade financeira" da Infraero.

Nos últimos anos, a estatal perdeu os aeroportos mais rentáveis – os últimos a serem concedidos foram os terminais de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, em março. Quintella apontou que os aeroportos leiloados eram responsáveis por 53% da receita da Infraero.

O ministro informou que, apesar disso, a expectativa é que a Infraero registre lucro de R$ 400 milhões em 2017. Ele negou que o governo queira privatiza-la.

"O governo federal jamais anunciou que a Infraero seria privatizada. Para o governo ela e absolutamente estratégica e precisa ser recuperada", disse.

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