terça-feira, 29 de agosto de 2017

Após míssil da Coreia do Norte, Trump diz que 'todas as opções estão sobre a mesa'

Em comunicado oficial, presidente dos Estados Unidos afirmou que mensagem do país é 'clara' e sinaliza 'desprezo' com países vizinhos e ONU.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas no saguão da Trump Tower, em Nova York, na terça (15)
(Foto: Reuters/Kevin Lamarque)

Depois que a Coreia do Norte lançou um míssil sobre o Japão na segunda-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que não haverá trégua para o governo de Pyongyang e que "todas as opções estão sobre a mesa."

"A mensagem da Coréia do Norte sinalizou seu desprezo para países vizinhos e as Nações Unidas com um comportamento internacional inaceitável", também afirmou Trump, segundo a agência Reuters.

"Ameaças e ações de desestabilização", continuou Trump, "vão apenas aumentar o isolamento da Coreia do Norte na região e entre todas as nações do mundo."

A crise entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, no entanto, não começou agora. Ela se agravou no início de agosto, quando o governo norte-coreano anunciou que pretendia lançar quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance em um ataque nas proximidades da ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Em reação, Trump prometeu responder "com fogo e fúria como o mundo nunca viu" se o país asiático insistisse nas ameaças. Em resposta, o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, disse que o presidente americano não tinha entendido.



"Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele", afirmou o general norte-coreano.

O tom da discussão subiu, com Trump afirmando que que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenha sido “forte o suficiente”. “É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse.

Por sua vez, os militares norte-coreanos prometeram "destruir sem perdão os provocadores que estão fazendo tentativas desesperadas de sufocar a Coreia do Norte" e afirmaram que os Estados Unidos iriam "sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final", caso "persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas". 

China diz que pressão "não vai resolver o problema"



A China, principal aliada econômica e diplomática de Pyongyang, também alertou nesta terça-feira (29) que a crise na península coreana alcançou um "ponto de inflexão" depois do lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão e pediu moderação às partes em conflito.

A porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying, reiterou o apelo para a retomada das negociações de paz e afirmou que as "pressões e as sanções" contra o regime comunista de Pyongyang "não podem resolver o problema". "A única via de saída é através do diálogo e as consultas", afirmou Hua.

A porta-voz lembrou que a China se opõe aos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte, mas afirmou os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram uma e outra vez manobras militares e exerceram pressão militar" sobre Pyongyang.

A porta-voz reiterou a proposta realizada pela China de "suspensão dupla" pelo qual os EUA e Seul ofereceriam parar com suas manobras, em troca que a Coreia do Norte não realizasse mais testes balísticos e nucleares.

(Foto: Arte/G1)

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