terça-feira, 23 de maio de 2017

Para aliados, TSE é plano B diante da recusa de Temer em renunciar

Aliados já avaliam que a solução de julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral pode ser a mais rápida para a crise política instalada no país diante dos sinais de resistência do presidente Michel Temer em renunciar, depois da divulgação do conteúdo da delação premiada dos donos da JBS. 

A percepção entre lideranças de partidos que dão sustentação ao governo é que, depois do pronunciamento de ontem, Temer transmitiu todos os sinais de que pretende resistir no cargo. Mas há o reconhecimento de que a fala do presidente não estancou a sangria. 

"Temer falou bem. Mas não resolveu a crise. Pelo contrário. Ele já era impopular e agora está fragilizado no seu principal ativo: fragilizado no apoio da base parlamentar", disse esse aliado.

Segundo aliados, Michel Temer tem dito que não aceita sair do governo com o carimbo de corrupto. E que sua renúncia iria reforçar essa imagem. 

Como um processo de impeachment é mais demorado, cresce a tese entre os partidos do governo de que a cassação da chapa pelo TSE seria a solução viável, já que o julgamento está marcado para o início de junho. 

 "Nesse caso, seria a queda da chapa por irregularidades da campanha de Dilma. E não o julgamento de um escândalo de corrupção envolvendo Temer", explicou esse aliado.

Neste domingo, alguns partidos fazem reunião para avaliar o cenário político, e Temer deve receber aliados no início da noite no Palácio da Alvorada. 



por Gerson Camarotti
G1

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