PONTO DO BEM

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MEU CARNAVAL SEM CORES- Texto de Alexandre Sertão


Meu Carnaval Sem Cores

O Carnaval é a maior festa popular no Brasil, dias de folia, nos quais parece que esquece-se dos problemas, das dores, do sofrimento,  “ a nação para!”, ou melhor “a Nação pula!” e toda ou nenhuma solução, fica pra depois, a economia é gerada, mesmo é tempo de crise, do pequeno pedaço de elástico para uma simples mascará do menino de uma vila descolorida, a uma grande, belíssima e cara fantasia a desfilar por foliões famosos na luxuosa Marquês de Sapucaí. Isso acontece de fato!

Mas e os bastidores? Depois dos amores, do glamour, das ruas, que parecem ser gente, que se veste diferente, as ruas ganham vidas, cores, alegrias, diferentes personagens, que muitas vezes por de traz de máscaras, tintas e adereços, escondem suas dores e anseios, seus medos e desafetos, seus sonhos, por traz de toda uma fantasia, uma dura, ora triste, sim! Alegre também! Mas sobre tudo uma realidade, que quando tudo a acaba: Além do maior número de Violência, Gravidez, uso de álcool, drogas; gastos públicos, com hospitais, bombeiros, polícias, GMs, e outros profissionais,  para trazer e fazer segurança dos foliões, “Foliões, que se foram, “que se vão”, para os seus diferentes lugares, canto, viver seus encantos e desencanto.

E a nação que parou, que pulou, descobri-se de novo em crise: "Financeira, política, em crise de alegria, porquê parece que os olhos fechados, quando abriu-se as cortinas da folia carnavalesca, abriu-se de novo, quando as mesma cortinas fechara, e viu-se o deslumbre de cores, em preto e branco, de uma nação que não está falida, mas de alguns seres falidos”.

E assim segue a vida, na “marquês da realidade da vida”, que acorda antes do sol, que dormem depois da lua, de horários, conduções a pegar, para pegar no batente, vidas de dívidas, cortes de consumo. Alguns que estavam cheios de alegrias, estão de armários vazios, vidas vazias, de sonhos e de esperança, “Seres residentes de uma Nação que disfarça a dor, em meio a sorrisos que em poucos dias que passam, para dar lugar a lágrimas que durarão um ano, e tudo volta a ser sorriso uma outra vez, em um Carnaval de Cores, que ficará novamente sem cores”.

Alexandre Sertão


-Neste texto não quero desfazer da cultura do carnaval, pelo contrario, sempre valorizo, mas quero despertar, o senso crítico, para alertar as pessoas, a valorizar o que de fato nos faz crescer, devemos viver á alegria, e o encanto da cultura, mas sobre tudo preserva a integridade física e espiritual de cada ser. 

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