terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Homem perde filha, irmãs, sobrinhas e mãe em chacina: 'A vida acabou'

Luiz João Batista, de 58 anos, foi um dos sobreviventes da matança 
durante festa de réveillon em Campinas



Reprodução / TV Globo

Se para muita gente a chegada do ano novo é uma chance de renovar as esperanças, para Luiz João Batista, de 58 anos, significou dor e descrença no amanhã.

Ele foi um dos sobreviventes da chacina ocorrida na noite de réveillon, em Campinas, e viu uma filha, três irmãs, duas sobrinhas e a mãe serem assassinadas por Sidnei Ramis.

Atingido por dois tiros, ele foi socorrido e levado para o hospital. Ontem, conseguiu acompanhar o enterro das 12 vítimas da chacina, mas não tinha forças para ficar de pé.

Em cadeira de rodas, ele quase não falou. "Foi uma tragédia, uma tragédia. Estou vivendo um horror. A vida acabou", repetia. "Consegui escapar pela cozinha, enquanto ele [Sidnei Ramis de Araújo] atirava nas pessoas, em todo o mundo", afirmou.

Apesar da tragédia, Batista contou nunca ter presenciado atos de agressividade do atirador. Sidnei Ramis de Araújo, 46, disputava na Justiça a guarda do filho de oito anos com a ex-mulher, Isamara Filier, 41. Matou os dois, mais 10 pessoas da família, e depois se suicidou.

Em cartas, no entanto, Sidnei Ramis não parecia tão pacífico quanto aparentava aos familiares da ex. Ele debocha de feministas e critica leis de proteção à mulher. Nos textos, o atirador também revela seu plano trágico e fala até da decisão do ministro Lewandowski sobre Dilma Rousseff, chamando a ex-presidente de 'vadia'.

O assassino diz ainda que quer matar o máximo de mulheres da família da ex. "A vadia foi ardilosa e inspirou outras vadias a fazer o mesmo com os filhos, agora os pais quem irão se inspirar e acabar com as famílias das vadias".


Fonte: Notícias ao Minuto 

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