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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Governo do Estado suspende férias das polícias Civil e Militar

Justificativa é a contenção da violência em Pernambuco durante o mês de dezembro

O Governo do estado de Pernambuco decidiu suspender o gozo das férias dos policiais civis e militares através de uma portaria da Secretaria de Defesa Social, que deve ser publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira. A justificativa do governo é a contenção da violência no estado.

Servidores que deveriam gozar férias entre 15 e 31 de dezembro devem se manter em serviço. Os que já estavam usufruindo de descanso devem voltar às atividades ainda nesta quinta-feira.

A decisão foi tomada considerando "a necessidade de prevenir e reduzir a criminalidade no mês de dezembro do corrente ano, diante do aquecimento da economia, das festividades de final de ano e do aumento do fluxo de pessoas nas diversas regiões do Estado de Pernambuco, e tendo em vista a redução de policiais militares nas ruas em razão da não adesão ao Programa Jornada Extra de Segurança - PJES", como afirma parte do texto da portaria da SDS.

Procurado pela reportagem do Diário de Pernambuco, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, informou que a diretoria da instituição vai se reunir nesta quinta-feira para então emitir o posicionamento oficial do Sindicato em relação à medida do Governo do Estado. Áureo não quis adiantar o teor do posicionamento.

Já o presidente da Associação de Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (ADEPPE), Francisco Rodrigues, afirma que a medida é "dura e drástica", mas "necessária". "A operação padrão da Polícia Militar trouxe desconforto à população, então consideramos que a medida é drástica, mas válida". Rodrigues destaca que pode haver um descontentamento da classe, mas que certamente os delegados que terão suas férias suspensas compreenderão a urgência da medida. "Claro que haverá exceções, o governo deve compreender situações de atraso, pois há delegados já viajando, por exemplo. Mas tudo deve ser resolvido a contento das partes", informou o presidente da Associação.




Fonte: Diário de Pernambuco

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