quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Peça de artesãs de Santa Luzia do Itanhy ganha destaque internacional

Mostra passou por Nova Iorque e está no México. 
Peça é resultado do Projeto ‘Fusões e Inserções

Peça de artesãs de Santa Luzia do Itanhy se destaca em museus internacionais (Foto: Ascom/Seidh)

Não é a primeira vez que o artesanato sergipano ultrapassa barreiras internacionais e é exposto em museus de outros países. Desta vez, integra a exposição “New Territories Laboratories for Design, Craft and Art in Latin America”, a manta de fuxico produzida pela Associação “Cultura em Foco”, de Santa Luzia do Itanhy.

A peça é resultado do Projeto “Fusões e Inserções”, realizado pela Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), em parceria com o Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) e o Sebrae. Com foco em inovação para geração de renda, o projeto busca aliar conceitos contemporâneos a técnicas tradicionais, criando produtos de apelo global.

A exposição foi uma iniciativa do MAD [Museum of Arts and Design], em Nova Iorque, onde permaneceu de 04 de novembro de 2014 até 05 de abril de 2015. Além do MAD, a exposição fez um tour por mais dois museus internacionais, sendo o último deles, o Museo Amparo, em Puebla, no México, onde permanece em exibição até o próximo dia 27 de setembro. Antes dele, a peça passou pelo Albuquerque Museum - New Mexico, Estados Unidos.

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A secretária da Seidh, Marta Leão, destaca a relevância de resultados como esse para evidenciar a importância do Projeto. “Ficamos muito felizes ao ver que os investimentos do Governo de Sergipe no artesanato sergipano estão gerando frutos e colocando os nossos artesãos em evidência para mercados internacionais. O nosso propósito maior é justamente promover a inclusão social desses trabalhadores do artesanato através da comercialização dos seus produtos, e o fato desta peça ter sido selecionada para exposições internacionais mostra que o projeto está dando muito certo”, afirma.

Para a coordenadora do projeto pelo IPTI, Renata Piazzalunga, os resultados apontam para a necessidade da realização de mais investimentos em projetos similares. “Esse fato ilustra concretamente o poder da nossa metodologia desenvolvida para o setor do artesanato, que trata os produtos como veículos de transformação social, disseminadores e propagadores do patrimônio imaterial, e nesse caso, levando a cultura brasileira - mais especificamente a sergipana - para o mundo”, pontua Renata.

Sandra Meneses, moradora de Santa Luzia do Itanhy, é uma das artesãs responsáveis pela confecção da manta. Ela, que já trabalha há oito anos com artesanato de fuxico, afirma que é gratificante ter o seu trabalho exposto em outros países. “Isso trouxe reconhecimento, valorização e visibilidade para mim e minhas duas amigas artesãs, Maria e Vânia. Nosso trabalho é desconhecido por alguns ou não recebe muita importância da população local, já que passa uma imagem simples e rústica, atraindo gostos mais específicos. O projeto proporcionou o desenvolvimento de novas técnicas, e nos possibilitou receber o material necessário para que confeccionássemos as peças”, conta.

Segundo Sandra, além das mantas, os produtos mais procurados, entre os que elas confeccionam, são as almofadas de fuxico. “É uma fonte de renda importante pra gente. Os interessados nos procuram para encomendar, e acertamos um prazo para entregar uma quantidade de peças maior, dentro de um prazo adequado, para que possamos trabalhar com atenção e zelo”, explica a artesã.



Fonte: Do G1 Sergipe
*Com informações da ASN

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