quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Matuto e o Candidato- LITERATURA DE CORDEL- Poeta Alexandre Sertão

O Matuto e o Candidato

Seu Candidato, matuto eu sou!
Eu não sou letrado.
Posso lhe chamar de dotor?
Sou um sertanejo respirador
Isso eu fui ensinado.

Permissão concedida.
Então que a prosa prossiga.

-
Seu dotor vou lhe dizer
Seu dotor vou lhe contar
Se o sinhô a eleição vencer
Nois é quem vai perder
Nossa cidade vai se acabar.

Me desculpe a sinceridade
Dessas palavras ao dotor dirigida
Mas eu amo minha cidade
E vou lhe dizer a verdade
Não quero ela destruída.

Eu queria lhe sugerir
Algo para o sinhô fazer
Vá fazer um concurso
Mude da sua vida o rumo
Política não é pra vois me cê.

Por várias vezes já mostrou
Que essa não é sua missão,
Que isso não é pro o sinhô
Por isso aceite seu dotor,
Arrume outra profissão.

Fala que tem experiência
Que vai melhorar a cidade
Mas não vejo competência
Só enxergo prepotência
Luxuria e vaidade.

Perdoe esse cidadão
Que não acredita em você
Mas nesta eleição
Não voto no sinhô não
Pois não quero sofrer.

Posso não sou letrado
Mas bobo eu não sou
E não vejo em sua essência
Nem uma competência
Para ser o nosso gestor.

E por isso deixe esse desejo
Não jogue dinheiro fora
Depois vai ficar chupando o dedo
Pois não vai ter outro jeito
Está decretada sua derrota. 

Não sou eu que isso afirmo,
É o povo na rua que diz!
Que o sinhô está perdido
Então pense nisso
Pra não se torna mais infeliz.

Peço que não se luda
Nunca mais entre em política
Sua ficha está suja
Desista logo da luta
E vá seguir outra vida.

Lhe dei um conceilho dotor
Aceite, se assim desejar,
Mas vou encerrar dizendo ao sinhô
Eu sou um humilde eleitor
Que o sinhô nunca irá comprar.


Alexandre Sertão
15.09.2016.

3 comentários:

  1. Essa prosa é muito boa
    E vem cheia de verdade
    Não voto nesse dotor
    Não quero tô sem vontade

    Hoje estou desenludido
    De tanta mentira ouvir
    Se ele tiver vergonha
    Não passa nem por aqui

    Essas coisas de santinho,
    Cartaz colado em parede
    Não quero e nem adimito
    Peixe é quem cai na rede

    É muito irritante ver
    Um político prometer
    E não cumprir o que diz

    Isso não me faz contente
    Se tiver em minha frente
    Mando desaparecer

    Tô contigo Alexantre
    Homem forte pensa grande
    Gostei da sua poesia
    é isso que conpartilho

    Isso é bom e é da terra
    Mais política só nos ferra
    Temos que nos dar valor.

    Nell Reymond

    ResponderExcluir
  2. Essa prosa é muito boa
    E vem cheia de verdade
    Não voto nesse dotor
    Não quero tô sem vontade

    Hoje estou desenludido
    De tanta mentira ouvir
    Se ele tiver vergonha
    Não passa nem por aqui

    Essas coisas de santinho,
    Cartaz colado em parede
    Não quero e nem adimito
    Peixe é quem cai na rede

    É muito irritante ver
    Um político prometer
    E não cumprir o que diz

    Isso não me faz contente
    Se tiver em minha frente
    Mando desaparecer

    Tô contigo Alexantre
    Homem forte pensa grande
    Gostei da sua poesia
    é isso que conpartilho

    Isso é bom e é da terra
    Mais política só nos ferra
    Temos que nos dar valor.

    Nell Reymond

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