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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Brasil joga de igual para igual, mas se despede diante de bicampeã olímpica

Após levar empate para intervalo, seleção vê França desgarrar e ficar com a vitória. Equipe masculina encerra participação com campanha inédita em Jogos Olímpicos

Tchê foi uma das armas que deram certo na seleção brasileira contra a França (Foto: REUTERS/Chris Helgren)

Nos outros confrontos das quartas de final, a Alemanha, atual campeã europeia, pega o Catar, atual vice-campeão mundial, às 13h30. Desse jogo sai o adversário da França nas semifinais. Com o melhor jogador do mundo no elenco (Mikkel Hansen), a Dinamarca enfrenta a Eslovênia às 17h. E a Croácia, bronze em Londres 2012, joga contra a Polônia, terceira colocada no último Mundial, às 20h30 (horários de Brasília).

O JOGO

A desatenção e a afobação dos jogos contra Eslovênia, Egito e Suécia não entrou em quadra nesta quarta-feira. Apareceram, sim, a mesma dedicação e o mesmo esforço das vitórias sobre Polônia e Alemanha. Diante dos bicampeões olímpicos, a seleção brasileira fez um primeiro tempo como tinha que ser, sem deixar os adversários se distanciarem muito no placar. Aliás, quem começou na frente foi o Brasil, com Zé. Mas com seis minutos de jogo, os franceses fizeram 5 a 2, com quatro gols de Guigou, forçando o técnico Jordi Ribera a gastar seu primeiro pedido de tempo. Deu certo, e no contra-ataque junto com Chiuffa, Thiagus igualou o placar aos oito (5 a 5).

Lá atrás, Maik defendia tanto (ou até mais) quanto Thierry Omeyer, goleiro já eleito o melhor jogador do mundo. O brasileiro salvou sete metros e até com o rosto ele defendeu. Na frente, Tchê superava o arqueiro adversário com certa frequência. No 10 a 10, metade dos gols vieram das mãos do pivô. Ficou nessa de "toma lá, dá cá" até a finalização por cobertura de Oswaldo bater na trave e o central Nikola Karabatic ensinar como se faz na sequência. Narcisse ampliou e a vantagem francesa, aos 21, voltou a ser de três (14 a 11). Mas a seleção se recuperou e, com um atleta a mais, Thiagus balançou a rede de longe, levando o marcador para o intervalo em 16 a 16. Tchê terminou a etapa com seis gols, metade do que ele havia feito em toda a fase classificatória.

Brasileiros agradeceram apoio da torcida que empurrou a equipe (Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB)

Os goleiros reservas entraram (Bombom e Gérard). O confronto se manteve equilibrado no início do segundo tempo, enquanto a torcida começava a perder a paciência com algumas marcações da arbitragem. O empate persistiu até o 22 a 22. Só aos 10 é que a França escapou da vantagem mínima (24 a 22). Dez minutos depois, ampliou para 29 a 23. Os torcedores então fizeram ecoar o grito de "eu acredito". Mas com pouco tempo para sonhar com uma virada sobre um time bicampeão olímpico, não deu para a seleção brasileira, derrotada em 34 a 27.

Fonte: globoesporte.com 

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