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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A ATITUDE de "Um" faz a diferença para "Todos", no cuidado com o Meio Ambiente

A Notícia

Estudante faz sucesso ao colecionar brinquedos abandonados nas praias

Ela pretende expor os brinquedos e fazer um trabalho de conscientização.

Coleção conta com mais de 300 peças e número nunca para de crescer.

Gemany adquiriu o hábito de colecionar brinquedos encontrados nas praias da região
 (Foto: Gemany Caetano Rosas dos Santos/Arquivo Pessoal)

Uma monitora ambiental e estudante de biologia fez uma grande coleção de brinquedos que são recolhidos nas praias do litoral de São Paulo. A ideia começou quando a estudante ainda era criança e, hoje, Gemany Caetano Rosas dos Santos, de 28 anos, conta com mais de 300 peças.
"Desde muito nova, por volta dos meus quatro anos de idade, eu tenho uma coisa muito forte com todas as coisas ligadas à natureza, faz parte da minha essência. Sempre participei de limpezas nas praias. Esses valores eu aprendi com a minha família", afirmou.
Gemany fez curso de museologia e pretende expor os brinquedos e fazer um trabalho de conscientização com crianças.
Além disso, em outubro deste ano, no Dia das Crianças, ela doará mais de 100 brinquedos, mas ainda não sabe se será para alguma escola ou instuição.
A monitora ambiental trabalha no Projeto BioPesca, que faz um trabalho de monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e morto. "No projeto eles ficaram sabendo da minha coleção, então começaram a me entregar os brinquedos que achavam, o que aumentou ainda mais a minha coleção. Quero muito trabalhar com crianças, são o nosso futuro e eu creio que o trabalho de sensibilização sobre o meio ambiente pode construir adultos mais conscientes", finalizou.
Situação Crítica


Lixo acumulado em praia de Praia Grande, SP (Foto: Divulgação/Biopesca)
Apesar do trabalho de pessoas, ONG's, projetos, instituições e dos municípios, a grande quantidade de lixo em algumas praias do litoral de São Paulo tem provocado problemas sem precedentes. As reclamações com relações aos entulhos jogados nas praias da região são frequentes e aumentam ainda mais durante as férias e feriados, quando as cidades recebem muitos turistas.
Existem leis que ajudam na redução do lixo, mas a situação ainda é considerada crítica e preocupa estudiosos. Apenas nas praias de Santos, segundo a Prefeitura da cidade, 40 toneladas de dejetos são retiradas diariamente das praias do município.
A situação não é muito diferente em outras cidades da região. Em São Vicente, a quantidade de lixo recolhido das praias todos os dias chega a 10 toneladas, enquanto em Bertioga, 1,7 tonelada de lixo foi recolhida no último mutirão realizado nas praias e rios da cidade.
Ave foi encontrada morta com um lacre plástico na
boca (Foto: Divulgação/Biopesca)
Em Praia Grande, a média é de 400 toneladas por dia nas praias da cidade; Mongaguá apresenta uma média de 6 toneladas de lixo recolhidos todos os dias e Itanhaém 1 tonelada.
Segundo a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, existe responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: ‘fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviço de manejo dos resíduos sólidos urbanos’. No entanto, só nas praias da Baixada Santista, as prefeituras recolhem mais de 500 toneladas de lixo todos os dias.
Segundo o oceanógrafo e um dos idealizadores do ‘Projeto Lixo Marinho’, Paulo Garreta, o quadro é realmente preocupante. “Poucas são as secretarias de meio ambiente que prestam atenção neste grande problema que o Brasil e a nossa região enfrenta. Mas, na realidade, a situação é absurda”, afirma.
Ainda segundo Garreta, é importante que as prefeituras dos municípios preparem o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, que também está previsto na lei, pois assim conseguirão captar recursos destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos.
Já o médico veterinário Rodrigo Del Rio do Valle, coordenador geral do Projeto BioPesca, afirmou que o lixo é um problema que tem se tornado cada vez maior para os animais marinhos. “A nossa equipe encontra resíduos no estômago e intestinos dos animais frequentemente. A situação está cada vez pior”, concluiu.
Cristian Negrão é técnico ambiental e um dos coordenadores do ‘Projeto Cidade Limpa’, que fica em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. Negrão acredita que, no futuro, é possível que a situação comece a melhorar. “Acredito muito nas nossas crianças. Já fiz trabalho de conscientização nas escolas e vejo que a juventude é muito mais informada e preocupada com o meio ambiente”, finaliza.
Resíduos retirados do trato digestório de uma Tartaruga, em Itanhaém, SP (Foto: Divulgação/Biopesca)


Fonte: do G1 Santos
Luna Oliva

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